Tese faz comparação entre políticas industriais recentes do Brasil e da China

 

Considerando a indústria como setor mais dinâmico da economia e o estado como agente indutor do desenvolvimento econômico, esta tese trata da questão da política industrial no Brasil e na China, tendo como aparato metodológico o artifício da comparação entre as duas experiências. Observadas as diversas teorias que fornecem prescrições sobre política industrial, entende-se que é necessário avaliar não apenas o desenho da política per si, mas também o ambiente político-institucional e político-social em que ela é lançada. O trabalho se propõe, portanto, a analisar as seguintes hipóteses: (i) ocorre, no caso brasileiro, uma deficiência no arranjo político-social, que impede que política industrial seja revertida em ganhos concretos; (ii) haveria, no Brasil, poucas ramificações e canais a partir da política industrial, que deveria ser mais descentralizada e articulada; (iii) derivada desta última, entende-se que comparada à experiência chinesa, a política industrial brasileira seria menos exitosa por conta de um descolamento entre a política industrial e um projeto de desenvolvimento mais amplo e, finalmente, (iv) o ambiente político-institucional no qual a política industrial é lançada seria determinante para seu sucesso ou fracasso. Compreendendo que a reprimarização da pauta de exportações brasileira é uma realidade concreta, efeito do processo de ascensão da China nas últimas décadas, é relevante identificar a efetividade e as falhas da política industrial recente, a qual tem se mostrado incapaz de reverter o movimento de redução da participação do setor industrial no PIB. No caso específico brasileiro, parece haver um entrave pelo entrelaçamento entre o poder econômico e o poder político, os quais têm produzido ciclos perversos ao desenvolvimento. Destaque-se, ainda, que ocorre, no país latino-americano, uma trajetória cíclica, de crescimento fragmentado, destruído por descontinuidades políticas e conflitos de classe de grandes dimensões. Para a China, observa-se relativa continuidade, certa linearidade de seu projeto de desenvolvimento, onde se consegue reverter políticas em ganhos para a sociedade, estabelecendo uma relação de longa data. O trabalho está dividido em quatro capítulos, sendo o primeiro teórico, dois capítulos sobre política industrial no Brasil e na China e uma conclusão.

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Notícia | UFPE e Universidade de Wuhan firmam acordo de cooperação acadêmica


 


Convênio fortalece cooperação entre instituições

Na ocasião, Costa Lima também participou de seminário na Universidade de Hubei, que acaba de criar o seu Instituto de América Latina. “Esta Universidade declarou interesse de estabelecer convênio com a UFPE e a tramitação do processo deve se concretizar até setembro ou outubro deste ano”, adianta o professor.

O representante da UFPE esteve também em Beijing para participar do VI Foro Acadêmico de Alto Nível China-Latino-América & Conferência Acadêmica da Associação Chinesa de Estudos Latino-Americanos, onde apresentou trabalho. Este foro foi organizado pelo Chinese Academy of Social Sciences – Institute of Latin American Studies (CASS). Segundo Costa Lima, “cresce na UFPE o interesse pelos estudos da China e, já em agosto, o Instituto de Estudos da Ásia inaugurará o 1º curso de mandarim na UFPE”